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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Neruda sempre!

"Algún día en cualquier parte, en cualquier lugar indefectiblemente te encontrarás a ti mismo, y ésa, sólo ésa, puede ser la más feliz o la más amarga de tus horas."

 

Não sei se já declarei aqui o meu amor incondicional pelo Neruda, acho que não, pois não é bem esse o foco do blog, falar das minhas preferências estéticas. Mas então, pode ser! Já que ultimamente tenho buscado tanto a poesia pra me expressar, pra me consolar, pra me inspirar, resolvi dividir com vocês um pouco disso...

Amo muito poesia, e vários poetas fazem parte da minha vida, já citei aqui o Fernando Pessoa, acho que um dos top 5 da minha lista. Mas ultimamente o Neruda tem estado na minha cabeceira, "Cem Sonetos de Amor" e "Canto General", no original em espanhol. E é uma delícia abrir uma página aleatoriamente e descobrir uma pérola que alegra o meu dia ou simplesmente me faz pensar. Alimento para a alma.

Pra quem gosta de Neruda, tem um milhão de sites e blogs dedicados à ele na internet. Eu tenho acompanhado pelo Facebook essa página aqui, que gosto muito e me dá doses homeopáticas diárias de excelente poesia... Em outra oportunidade, falo mais de como esse amor pelo grande poeta chileno começou... Por ora, só a poesia mesmo, e basta!


"quero apenas cinco coisas...
Primeiro é o amor sem fim
A segunda é ver o outouno
A terceira é o grave inverno
Em quarto lugar o verão
A quinta coisa são teus olhos.
Não quero dormir sem teus olhos...
Não quero ser... sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando." 






"Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.

Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso...
Mas sê o melhor no que quer que sejas."







Sites interessantes sobre Pablo Neruda:


 

sábado, 28 de janeiro de 2012

Eu Lírico

Eu e os outros
Eu não sou eu nem sou outro
Sou uma forma de intermezzo 
Me encontro ali, na fronteira
Entre o que me e próprio
Se é que algo 
E o resultado das minhas experiências 
do vivido 
do sentido 
do lembrado 
do herdado 
Parodiando o poeta 
Tenho duas mãos (que são minhas) 
e o sentimento do mundo
que esta em mim
sou eu 
E os outros? 
São os outros e só.

 Achei essa tentativa de poesia no meu caderno do segundo período, parte de uma atividade que fizemos na aula de Psicologia Social 1. Fomos convidados a produzir qualquer forma de trabalho artístico, fosse desenho, poesia, texto, etc. Como meu instrumento de escolha é sempre a palavra, acabou saindo esse poemito.

Na aula em questão discutíamos as idéias de Walter Benjamin apresentadas no ensaio "A Obra de Arte na Era de sua Reprodutibilidade Técnica", na minha opinião um dos melhores textos deste semestre. Vamos comentar sobre esse ensaio e a disciplina de Psi Social em outro post, por enquanto fica meu poema e a sua inspiração, uma canção da linda Adriana Calcanhoto, por sua vez inspirada em um poema de Mário de Sá Carneiro, um dos heterônimos do grande poeta Fernando Pessoa (meu favorito). Como dizia o Benjamin, em uma era em que nada se cria e tudo se copia, vamos pelo menos divulgar as inspirações, não é?



sábado, 10 de setembro de 2011

Princípios Gerais da Filosofia Grega sobre o Conhecimento

Ensina-nos a professora Marilena Chauí que com os filósofos gregos estabeleceram-se alguns princípios gerais do conhecimento verdadeiro, resumidos a seguir:

Ruínas Gregas, Athenas.
  As fontes e as formas de conhecimento são: a sensação, a percepção, a  imaginação,  a memória, a linguagem, o raciocínio e a intuição intelectual;  
  • Há uma distinção entre o conhecimento sensível e o conhecimento intelectual;
  • A linguagem tem um papel fundamental no conhecimento;
  • Existe uma grande diferença entre opinião e saber, e entre aparência e essência;
  • Há uma definição dos princípios do conhecimento verdadeiro (identidade, não-contradição, terceiro excluído), da forma do conhecimento verdadeiro (ideias, conceitos e juízos), e dos procedimentos para alcançar o conhecimento verdadeiro (indução, dedução, intuição);
  •  A distinção dos campos do conhecimento verdadeiro foi sistematizada por Aristóteles em três ramos: teorético (referente aos seres que apenas podemos contemplar ou observar, sem agir sobre eles ou neles interferir), prático (referente às ações humanas:  ética, política e economia) e técnico (referente à fabricação e ao trabalho humano, que pode interferir no curso da Natureza, criar instrumentos ou artefatos: medicina, artesanato, arquitetura, poesia, retórica, etc.).
Para os gregos, a realidade é a Natureza e dela fazem parte os humanos e as instituições humanas. Por sua participação na Natureza, os humanos podem conhece-la, pois são feitos dos mesmos elementos que ela e participam da mesma inteligência que a habita e dirige.

O poeta alemão Goethe escreveu estes versos, que exprimem como os antigos concebiam o conhecimento:

“Se os olhos não fossem solares
Jamais o Sol nós veríamos;
Se em nós não estivesse a própria força divina,
Como o divino sentiríamos?”
O intelecto humano conhece a inteligibilidade do mundo, alcança a racionalidade do real e pode pensar a realidade porque nós e ela somos feitos da mesma maneira, com os mesmos elementos e com a mesma inteligência.

Pelo menos, é assim que pensavam os primeiros filósofos. A seguir, discutiremos a teoria do conhecimento como a consideraram os filósofos modernos.