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sábado, 18 de maio de 2013

Retorno do Abandonado

Depois de quase um ano sem post, ói nóis aqui outra veiz!!!
Estava com saudades e nesse tempo que passou tão rápido escrevi dezenas de rascunhos de posts e mais um milhão de coisas me chamaram atenção e me deram vontade de escrever. Mas cadê tempo, disposição, paciência???
Como eu acredito que as coisas sempre acontecem quando tem que acontecer, acho que não era hora mesmo de esses posts saírem de minha cabeça... até chegar o momento que ela está transbordando de ideias e vontade de escrever!! So, my time is now!!! And that requires a soundtrack!!!




Já estou no quinto período do meu curso de Psicologia na UFF e parece incrível que cheguei até aqui, a metade do caminho... já sou 'meio' psicóloga??? Não sei responder, só sei dizer que continua sendo um prazer estudar, que a cada texto a Psicologia faz um novo sentido pra mim. Ainda não sei o que vou fazer com ela, e a pergunta lá do primeiro período "O que é a psicologia?" ainda ecoa na minha mente. Mas tem sido maravilhoso achar respostas diferentes em cada disciplina!!

Este ano começa  minha primeira observação de pratica em Estágio Básico 1, e a clínica cada vez me chama mais atenção, mas ainda não sei se "clínica" como consultório ou Serviço de Saúde Mental, só sei que esta prática é a que mais me move, onde vejo mais claramente a minha libido, pra psicologizar o assunto.

Durante este tempo a Psicologia me abriu muitas portas para outros pensamentos acerca do sujeito, da nossa condição humana, e me aproximei bastante dos tópicos sobre gênero, o feminismo e a condição das mulheres na sociedade, os relacionamentos, as instituições, e dos temas relacionados à saúde mental em geral... Muito Foucault, e a descoberta da Psicologia Social como uma alternativa para discutir a saúde mental... Acho que muitos posts serão sobre estes temas, mas estamos aceitando sugestões!

E não me canso de me encantar com música, arte e style, pois nem só de filosofias psis vive uma mulher, hehe!
Acho que esta retomada será bem produtiva, espero que gostem!
Obrigada pelas visitas, deixe seu comentário se o que eu escrevo te tocou de alguma maneira.

domingo, 24 de julho de 2011

Crônica de uma morte anunciada


Amy foi encontrada morta ontem, em Londres, ao 27 anos.
Então todo mundo resolveu citar Garcia Marquez pra falar da morte de Amy Winehouse. E é incrível a força desta ideia, pois foi a primeira coisa que me passou pela cabeça quando ouvi a notícia ontem. Sim, todos sabiam que ela ia acabar se matando. Ela mesma dizia-cantava "I'm no Good"! Mas mesmo assim, é muito triste ver uma pessoa tão jovem e talentosa, com uma das melhores vozes que já ouvi, se destruir com drogas e álcool. Era considerada uma diva moderna do pop/soul/jazz, uma inglesa branquela com voz de dama do jazz e letras surpreendentemente wise e universais para a sua tão pouca idade...

Mas não cabe a nós fazermos qualquer julgamento de valor, eu acho. Não importa como ela viveu sua vida, pois com certeza todos somos responsáveis por nossas escolhas, nem como ela morreu, se foi por overdose ou doença. Importa o que ela fez com o seu tempo, e no caso dessa moça, ela fez música de primeira qualidade. E com certeza a sua música e a sua linda voz vão eternizá-la. Mas só o que a gente ouve é da sua vida desregrada, da coincidência (como se fosse mesmo!) de ter morrido aos 27 anos (a praga dos 27!) como outros ídolos jovens do pop/rock.
Kurt Cobain

Jim at his best!
Janis também morreu aos 27, vítima de uma combinação fatal de álcoo e heroína.

Impossível não lembrar de Janis, Jim Morrisson, Jimi Hendrix, Kurt Cobain... todos almas atormentadas, vítimas do álcool e do uso abusivo de drogas, mas indiscutivelmente gênios, criativos, e que nos deixaram um belo legado. Que pena, já imaginou o que esses caras teriam feito se chegassem à idade do Mick Jaegger, Keith Richards, Eric Clapton e outros "porra loucas" do rock que souberam segurar sua onda??

Fica a música, e, no caso da Amy, o meu arrependimento de não tê-la visto ao vivo quando tive a oportunidade!
RIP, girl!


Para ouvir mais: A linda versão de "Will you still love me tomorrow?", gravada para a trilha sonora do filme "Bridget Jones - No limite da Razão". Será que ainda vamos amá-la amanhã?? Eu sei que eu vou!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Revivendo o Movimento Punk

Mais uma dica de férias para for ao Rio de Janeiro, de 11/07 a 06/10 rola uma exposição imperdível pra quem gosta de rock, especialmente de punk rock, ou se identifica com a atitude: É a "I am a Cliché" - Ecos da Estética Punk, no Centro Cultural Banco do Brasil.

Essa exposição foi organizada na França (eles sempre avant garde, não é?) e chega agora ao Brasil para expor a visão de doze artistas consagrados sobre o movimento que nasceu nos subúrbios ingleses no finalzinho dos anos 70 e tomou conta do mundo, influenciando bandas, escritores, cineastas, o povo da moda, e fazendo a cabeça de muitos jovens (dentre os quais me incluo, pois quando o punk chegou no Brasil, no início dos 80, eu era bem jovem!!!). Até hoje lembro a cara de horror da minha mãe ao ver meus jeans rasgados com a meia arrastão aparecendo, minhas camisetas do Ramones, Sex Pistols,  e Dead Kennedys, dos coturnos pretos tipo exército, sem falar dos meus cabelos quase moicanos...  Desespero total... Hehehe... E muita reclamação pelo "barulho" que vinha do meu quarto, aqueles três acordes repetidos um milhão de vezes em meio a muita gritaria!!!

Depois veio The Clash ("London Calling" é ainda, na minha opinião, um dos top ten rock albuns of all times!), The New York Dools, Billy Idol, Siouxie, e outros, uns sonzinhos mais "melódicos". Mas isso já é outra história que outro dia eu conto. 

Prmeiro LP do Ramones, quase furei de tanto ouvir!

Agora, o merchan do evento:
A exposição I am a Cliché – Ecos da estética Punk resgata a gênese plástica do estilo musical que rejeitou o convencional no Centro Cultural Banco do Brasil. Com título emprestado de uma composição da banda X-Ray Spex, a exposição reúne o olhar de 12 consagrados artistas sobre o status da imagem e suas metamorfoses dentro da estética punk: Andy Warhol, Bruce Conner, David Lamelas, David Wojnarowicz, Dennis Morris, Destroy All Monsters, Jamie Reid, Linder, Peter Hujar, Robert Mapplethorpe, Ronald Nameth e Stephen Shore.
O famoso logo da Anarquia, princípio "político" do Movimento Punk. que a galera tatuava e pichava geral!
 Ao todo, 150 obras, entre fotografias, fotocolagens, banners e instalações sobre as várias fases do movimento punk, estarão espalhados pelo segundo andar do CCBB. Dos silenciosos Screen Tests de Andy Warhol aos retratos icônicos de Patti Smith feitos por Mapplethorpe; das fotocolagens subversivas de Jamie Reid; dos corpos de palco distorcidos de Dennis Morris e Bruce Conner à apropriação das poses de estrelas do rock destronadas; das sombrias escapadas da cidade de Peter Hujar às capas dos discos da coleção de vinil de Thierry Planelle.
O punk no mundo e no Brasil
Num período pós-guerra, vivendo o auge da guerra fria, a Europa dos anos 70 se apresentava como um cenário propício ao surgimento de movimentos de contestação social. Dos subúrbios ingleses, grupos de jovens se rebelavam contra o modismo e todo tipo de controle, iniciando um movimento de deboche aos valores morais, sociais e políticos estampado no modo de se vestir, agir e pensar. O Punk surge como uma tentativa de destruir a estética e romper com os costumes, mas, ironicamente, se consolida como um dos mais importantes movimentos plásticos do século passado. As roupas velhas e rasgadas, os cabelos coloridos e espetados e o rock’n'roll menos pretensioso e de poucos acordes, aos poucos, passaram a ser adotados como ideal de uma juventude que lutava contra a decadência social e tédio cultural.

Repli em ação.
No Brasil, o movimento teve início nos anos 80, momento em que a população lutava pela abertura política e pela liberdade de direitos. O primeiro festival de música punk aconteceu em São Paulo, no Sesc Pompéia, nos dias 27 e 28 de novembro de 1982, com o título “O começo do fim do mundo”. A banda gaúcha “Os Replicantes”, formada pelos músicos Vander Wildner, Claudio Heinz, Heron Heinz, Carlos Gerbase e Luciana Tomasi, é considerada uma das precursoras do movimento Punk no Brasil.

 Ah que saudade dos shows do Replicantes no Ocidente em Porto Alegre, o povo se acabando no pogo e os mais ousados se jogando no palco no "popular esporte" de mosh!!
Me deu até vontade de escrever outro post sobre o Movimento Punk, e colocar um set list das 10 melhores músicas (???) de três acordes daquela época, na minha modesta opinião! Mas fica pra outro dia, fik a dik, se você se identifica com o estilo rebelde e contestador dessa galera e tiver uma oportunidade, passa lá no CCBB. (siga o link para maiores informações sobre a mostra).
E para ler um pouquinho sobre a (enorme) influência estética do punk na moda e outras áreas, check out this link: Revista Cult, Edição 96.
Have fun!!!
Dolce & Gabbana Punk Stilleto Heels - I want soooo much!!!
Este post é pra celebrar o Dia Mundial do Rock, 13/07 de qualquer ano!

Fontes: www.wikipedia.org e rioscope.com.br, acessados em 13/07/2011.


quarta-feira, 13 de julho de 2011

quem disse que música budista é só mantra?

os the darma lóvers - rock budista que faz bem à alma

Hoje estou inaugurando a minha série de posts de férias. Todos bem light, nada de psicologia, filosofia e eteceteras. Dicas de férias, sem pretensão de serem sérias... Pra começar, minha primeira dica é relaxar ao máximo, de preferência ouvindo boa música...
Trago pra vocês uma banda gaúcha com a qual tenho uma relação muito forte, de amor, de amizade, de aprendizado, de fã... Os The Darma Lóvers.
Uma dupla de praticantes do budismo tibetano , morando no alto de um morro ao lado de um Templo Budista tradicional no interior do Rio Grande do Sul decidem fazer música a partir de suas experiências meditativas, mixando blues, mpb, psicodelia, tropicália,  rock´n´roll e algo mais .
 Surgem daí Os the Darma Lóvers  criando o assim chamado ZEN ROCK ,em  um formato pop/universal para inspirar relaxamento e reflexão com humor , estilo e poesia.
 
É assim mesmo, com "os the" e acento no "ó":
Darma = o conjunto de ensinamentos deixados pelo Buda
Lóvers = amantes ...
the = por ser a marca registrada de quaaase todas bandas que os Dj´s amam:
the Rolling Stones ,the Beatles , the Who...
Os = pra ficar claro que são brasileiros e cantam em português, ora !



Já foram cinco CDs gravados, com o sexto saindo ainda este ano. Para saber mais acesse a homepage da banda e o blog, com escritos "óóóóteeeeemos" do Nenung... E deixe o som te levar!!!


                                                   "Desapego", CD "Básico", 2000





                                              "Keep Going", CD "Básico",  2000.
                                  




Uma das minhas letras favoritas: (siga o link abaixo para letras e vídeos da banda)
Composição: Nenung
 
"Pude eu me achar nisso que sou agora
Melhor será dizer aqui bem onde estou
Sei que não sou nada que possa durar
Mas me reconheço e sei mudar
E isso é bom...
Irínia cantando com a alma!
Perco o endereço mas tenho atenção
Pra me dar suporte, sempre um eixo
Às vezes apresso o passo e caio em confusão
Mas já não cultivo meus tropeços
E isso é bom
Isso é bom sentir
A casa e o amor são gigantescos
Se isso é som, nisso posso voar
E dar valor ao que já não tem preço
Fui gigante desde que conheço
Esse mundo imenso que carrego em mim
Mas nunca maior que qualquer outro não
Gigantesco como todos são
Veio o tempo do esquecimento
Me vi tão pequeno e inseguro
Mas o labirinto é só cimento então:
Basta ir acima dos seus muros!
E isso é bom
Isso é bom sentir
A casa e o amor são gigantescos
Se isso é som, nisso posso voar
E dar valor ao que já não tem preço
E isso é bom
Isso é bom sentir
A casa e o amor são sem limites
Se isso é som, nisso posso voar
E ser tudo que essa vida permite
E ser tudo que essa vida permite"

                                                     


Porque cantando e dançando também dá pra meditar...


segunda-feira, 11 de julho de 2011

Afinal, para que a Psicologia?

Ѱ Scientia eorum quae per animas humanas possibilia” (A Psicologia é a ciência das coisas que são possíveis através da alma humana) – Wolff, 1728:58
 
Bem, ao longo desse primeiro semestre do curso, tentamos formular uma resposta coerente para esta questão fundamental, que nos perseguiu durante os estudos de várias disciplinas. Lemos vários textos de Garcia Roza, Foucault, Canguilhem, Norbert Elias, Descartes, Nietzsche, Kant, Arthur de Arruda Ferreira, Guattari, e Deleuze, entre outros, para as disciplinas de História da Psicologia, Fundamentos Epistemológicos e Filosóficos da Psicologia, Teoria e Sistemas Psicológicos, Psicologia e História Social, Psicologia e suas Conexões, que muitas vezes nos confundiram mais do que ajudaram a achar uma resposta para o problema. Ou pelo menos, em um primeiro momento. Acho que agora, terminado o semestre, leituras feitas, refeitas, provas concluídas e depois de alguma reflexão, estamos em condições de responder a esta pergunta com alguma clareza.


Na verdade, para mim essa pergunta sempre representou duas linhas importantes de reflexão, uma acadêmica, requerida pelo curso, e outra, estritamente pessoal: afinal, para que a psicologia na minha vida agora, porque a opção de reingressar na Universidade para cursar psicologia, depois de já ter uma profissão definida, três filhos, uma rotina corrida e cheia de responsabilidades?


A vontade de voltar aos bancos escolares já me perseguia há algum tempo, por estar já um tanto entediada com a vida de professora-tradutora-intérprete, a vontade de fazer algo mais, algo diferente, começou a se transformar em um desejo forte de investir na minha formação acadêmica, ler outras coisas, conviver com outras pessoas, pensar outras questões... Acho muito importante pensar a educação como um processo contínuo de desenvolvimento pessoal, procuro  aprender coisas novas sempre que posso, e essa “recarga” só faz bem à alma, às minhas relações pessoais, e ao convívio com a família. Essa necessidade de me “reinventar” every once in while sempre fez parte de mim, acho que me define.

E por que a Psicologia? Bem, sempre tive muito interesse pelas questões que envolvem a alma humana, de um ponto de vista mais “espiritual”, mas também pelas questões de como pensamos o que pensamos, como sentimos, como aprendemos, como o nosso inconsciente nos molda, e de certa forma define como agimos, como somos. Sem falar nas eternas questões filosóficas “quem somos?”, “para onde vamos?”, “to be or not to be”, blá, blá, blá... Enfim, buscando um melhor entendimento do mundo e do que nos faz humanos, a Psicologia me pareceu o melhor campo para buscar tentativas de respostas a tais questões.


Ter me tornado mãe também foi uma razão do meu interesse pela área, pois desde que meu primeiro filho nasceu passei a ser uma consumidora voraz dos tais livros de autoajuda (arghh, hj em dia corro deles!), de psicologia do desenvolvimento infantil, inteligência emocional, estimulação, Shantala, enfim, tudo que pudesse me ajudar a entender melhor o que estava se passando com aqueles pequenos seres que eu agora tinha a responsabilidade de criar, cuidar, formar, depois de tê-los desejado tanto e os posto no mundo. Mães sempre querem acertar e ser perfeitas, e por isso mesmo erram muito e estão longe da perfeição... Mas seguimos tentando, e tentar entender o mundinho dos nossos filhos e fazer o que estiver ao nosso alcance para que eles vivam bem e se tornem pessoas, responsáveis por suas escolhas e conscientes, sempre me pareceu a principal tarefa dos pais. Sempre ouvi aquele famoso lugar-comum, “criamos os filhos não para a gente, mas para o mundo”, e para mim a questão sempre foi, “que tipo de pessoas eu quero no mundo?” e minhas ideias sobre educação sempre foram pautadas nessa premissa.




Foi também importante na escolha da Psicologia a esta altura dos acontecimentos a minha preocupação em tentar, através das minhas habilidades, ser um agente de transformação do mundo em geral, e especificamente, da sociedade em que vivemos. Achei que a minha experiência no magistério, primeiro como aluna de um curso de formação para professores, depois como professora, poderia ser útil para auxiliar na capacitação das pessoas que trabalham com educação. Acredito que investir na educação, tanto de nossas crianças como de nossos professores, é o que esse país precisa para realmente dar um salto de desenvolvimento. E, como os psicólogos podem ser agentes de transformação através das suas práticas, se essas estiverem comprometidas não com a normalização dos indivíduos, mas com a produção de uma subjetividade não alienada ou alienante, de processos de singularização subjetiva, conforme nos propõe Guattari


“A partir do momento em que os grupos adquirem essa liberdade de viver seus processos, eles passam a ter uma capacidade de ler sua própria situação e aquilo que se passa em torno deles. Essa capacidade é que vai lhes dar um mínimo de possibilidade de criação e permitir preservar exatamente (...) sua autonomia tão importante.”

Nestas palavras, na possibilidade de inserção do trabalho do psicólogo nesta linha de pensamento, encontrei a resposta, totalmente de cunho pessoal, à questão da finalidade da Psicologia na minha vida. Se eu conseguir, através do meu saber e da minha experiência, auxiliar outras pessoas, nas suas buscas pessoais, a encontrarem respostas que as levem a se tornarem indivíduos mais completos, com todas as suas singularidades, com certeza estarei muito realizada profissionalmente.

Referências Bibliográficas deste post:

GUATTARI, Félix e ROLNIK, Sueli. Micropolítica – CARTOGRAFIAS DO DESEJO. Petrópolis: Editora Vozes, 2000.
FERREIRA, Arthur Arruda Leal, JACÓ-VILELA, Ana Maria e PORTUGAL, Francisco Teixeira. HISTÓRIA DA PSICOLOGIA, Rumos e Percursos. Rio de Janeiro: Nau Ed., 2007.

Trilha sonora deste post: A música que me fez começar a me questionar acerca do que eu queria fazer com minha vida, lá longe nos meus 15 anos... 
“If I could, you know I would let it go/ this desperation, dislocation, separation, condemnation, isolation, desolation… to let it go… and so fade away… I’m wide awake, I’m not sleeping”
U2, “Bad”, Wide Awake in America, 1985.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

School's Out!!!

Até que enfim as férias chegaram, depois de duas semanas bem tensas de provas e resultados!!
Mais uma vez a galera do primeiro período deu show de companheirismo e espírito de equipe, todo mundo estudando junto, trocando resumos e passando as matérias antes das provas!

Galera estudando antes da prova do Hildes,  foto do blog Psicose (By Jade Calais)

E até na disciplina do Hildes, que todo mundo estava com medo de não conseguir passar, ninguém ficou para a temida VS! Parabéns pra nós!
Ainda deu tempo de fazer uma pequena comemoração de final de semestre, com um bolo muito especial preparado (a duras penas!) pela Marina e pela Isabela, para homenagear os nossos professores bolsistas! Foi lindo...

Galera do Primeiro Período confraternizando!! Nós todos somos vitoriosos!

Eu estava bem ansiosa na última semana para saber as notas, acho que não só eu...
Mas ainda bem que no final deu tudo certo, passei sem VS em todas as matérias, e consegui atingir a minha meta de fazer média 8,0 nas disciplinas que cursei este semestre. Bem, ainda falta saber a nota final da prova de Genética, mas como achei a prova bem tranquila, acho que não terei nenhuma surpresa... Assim espero!!

Na próxima semana teremos ainda a avaliação dos trabalhos dos blogs para a disciplina de Informática, e devo dizer que a qualidade dos blogs da galera está ótima!! Tem blog para todos os gostos, com muita coisa interessante... tem de tudo, tem blog sobre música, o Melodia Psicológica, do Bruno, tem a Marina falando sobre dependência quiímica, a outra Marina fazendo um link da Psi com o cinema no Luzes, Divã, Ação, tem ainda a terceira Marina dividindo com a galera a experiência dela em dança de salão, com uma proposta bem interessante de Dança como recurso terapêutico, tem a Isabela filosofando, com belos textos no Filosofia, Psicologia e Arte, tem o Dr. Eduardo "arrasando" no Ciência e SociedadeGenética do Comportamento no blog do Lino com um post novinho sobre depressão, tem o Pablo falando de Psicologia e Religiões, tem o blog lindo da Thaís Magalhães sobre cromaterapia - Psicologia das Cores, tem o fofíssimo Psicolandia da minha amiga Sarinha Martinez, a quem eu devo o lindo fundo do Scientia de Anima (thanks, buddy!), tem o Ricardo no Vertentes, e tem o blog hilário da Jade, uma visão bem humorada sobre as neuras nossas de cada dia, o Psicose. Tem mais, mas se eu citar todos o post vai ficar enorme!! Estão todos no meu blog roll aqui ao lado. Ainda espero ansiosamente a estréia do blog da Bruna (vai merecer um post só seu, pelo visto!), sobre cinema e Psicologia.

Bem, acho que estamos todos de parabéns por um excelente primeiro período, onde nós "ralamos", nos desesperamos com tantos textos, mas também aprendemos muito, e com certeza construímos as bases para um excelente relacionamento ao longo do nosso curso, espero que a gente continue uma turma unida, com personalidade, e que o sucesso desse primeiro semestre continue nos próximos!
Valeu, galera, agora é curtir cada minutinho das férias, e voltar com todo o gás! Nos vemos na primeira semana de Agosto?? I hope so...
Foi muito bom ser caloura novamente com vocês! Beijos!


Trilha sonora deste post: Classic Alice Copper's "School's Out", live in Paris with Slash (former Guns n'Roses), rocking away!!  And more, Go Go's "Vacation". Have a fantastic vacation, everybody!!















sábado, 25 de junho de 2011

Resenha sobre o texto "Psicologia, Um Espaço de Dispersão do Saber"

Na nossa última aula do Prof. Roberto Preu tivemos o prazer de receber a Prof. Alessandra nos contando um pouquinho sobre a sua tese de doutorado sobre a revista Rádice, que ajudou a construir a história da Psicologia no Brasil. Nós já tivemos um breve contato com essa revista na aula do Prof. João, quando ele nos passou o texto do Luiz Alfredo Garcia Roza para ler. No link vocês encontrarão o texto em PDF, na íntegra, mas estou postando hoje uma resenha que escrevi resumindo as ideias principais. Uma das motivações foi a prova, mas, como segundo o Prof. João isso não deve ser o nosso foco, e sim apreender as ideias do texto, levá-las conosco ao longo de nosso curso, espero que seja útil a todos para pensarmos melhor a respeito... (em todo o caso, pode ajudar na prova!!)

Neste artigo, o autor coloca que o seu objetivo não é discutir a epistemologia da Psicologia, pois esta “angústia epistemológica” faz parte da discussão sobre o saber psicológico desde que este surgiu. Não é importante discutir se esse saber constitui ciência ou não – e sim, afirmar a pluralidade do mesmo.
“A psicologia, desde que surgiu, tem estado às voltas com o problema de sua justificação.”
Supõe-se, na análise do autor, que a psicologia só teria surgido com ciência a partir do momento em que se tornou empirista, verificável matematicamente (o que veio a ocorrer somente no séc. XIX a partira das pesquisas de pensadores como Wundt e Bergson), e chegou ao seu ponto máximo de cientificidade com o behaviorismo metodológico de Watson.
Tal visão da necessidade de cientificidade e empirismo para que o saber psicológico se fizesse científico teve influência da doutrina positivista de Augusto Comte. Na opinião do autor, “se a psicologia tomasse como objeto o indivíduo, ela seria reduzida à biologia, e se ela tratasse da dimensão social do homem, ela seria reduzida à sociologia”, negando-se assim a possibilidade da psicologia ser ciência. Esta foi a ideia defendida por Comte e seus seguidores, a qual foi  retificada e corroborada pelo famoso  veto kantiano” à psicologia.

Monumento à Julio de Castilhos, cheio de simbologia positivista, na Praça da Matriz, Porto Alegre, RS.
A esta crítica positivista o autor coloca o contraponto que considerar a explicação dos fenômenos psicológicos pela fisiologia é impossível, ao mesmo tempo em que dizer que a psicologia não pode ser considerada uma ciência porque sue objeto (o homem) é de extrema complexidade seria “antropocentrismo, e uma confusão típica do empirismo positivista”. O autor afirma, ainda, que  “ciência nenhuma tem por objeto a realidade empírica. O objeto das ciências são os conceitos que estas ciências produzem e não o mundo empírico”, e que “a ciência pode ter por objeto o homem, já que ela visa explicar a realidade concreta, mas o seu objeto serão os conceitos e as teorias que ela produzir.”
O autor resume as suas conclusões da seguinte forma:
“O termo psicologia designa um espaço de dispersão do saber, cuja coerência interna é um ideal provavelmente inatingível.”
Quer dizer com isso que não existe “a” psicologia, mas diversas “psicologias” que se articulam com outros saberes e outras ciências, buscando um saber sobre o sujeito,  e que são encontradas na psicologia teorias e métodos tão diferentes entre si como o poderiam ser os de ciências completamente distintas.
“Na verdade não existe, até o momento, um critério em função do qual se possa afirmar com segurança: isto é psicologia, isto não é psicologia.”

A esta discussão o autor acrescenta que tal dispersão é inerente à psicologia, que aquela faz parte da sua identidade, que a totalidade do saber psicológico forma um conjunto aditivo, não estrutural.
“Procuramos tanto identidades como diferenças, e o fato de pretendermos mostrar que aquilo que se denomina de psicologia é um imenso espaço de dispersão do saber, constituído mais por diferenças do que por identidades, não implica num menosprezo por este saber, e nem tampouco numa negação de sua eficácia.”
Tais conclusões remetem diretamente a uma discussão sobre a história da psicologia, e a forma como esta “história” deva ser contada, avaliada ou estudada.
Para o autor, as divisões da História da Psicologia são completamente arbitrárias, e então será importante considerar a “emergência do saber psicológico, sua articulação com outros saberes, seu caráter institucional, sem a preocupação de determinarmos a cientificidade ou não deste saber”.  Assim sendo, podemos avaliar a história do saber psicológico do ponto de vista da história genealógica como proposto por Foucault; então, teremos uma “genealogia da psicologia” ao invés de uma “história da psicologia”, já que “sua história não é contínua e evolutiva, mas descontínua, e que se podemos falar em um progresso, ele somente ocorre no interior de uma mesma região deste saber, e não de uma região para outra”. Desta forma, a psicologia não possui, dentro do saber científico, um lugar definido, e é essa dispersão que a forma, sendo assim inerente à própria psicologia.
“A partir de Descartes o saber a respeito do homem sofre uma divisão: enquanto o modelo mecânico da física newtoniana era aplicado a uma nova concepção do corpo, estabelecendo uma analogia entre o fenômeno mecânico e o fisiológico, um novo objeto toma corpo: a subjetividade (o psiquismo, a consciência).”

 E é a partir dessa divisão que se formam os saberes psicológicos que hoje estudamos.
Referências Bibliográficas:
Luiz Alfredo Garcia Roza. Rádice. Revista de Psicologia, ano 1, nº 4, 1977.
Amandio Gomes. Revista do Departamento de Psicologia. UFF, vol. 17 no.1 Niterói, Jan/June 2005 -
Trilha Sonora para este post: Tinha que ser, "Balada do Louco" dos Mutantes, no amazing video by Daniel Lopes.


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Academia, o retorno.

1510/11
Vaticano, Stanza della Segnatura


Não, este não é um post sobre malhação (apesar de eu bem estar precisando retornar a esta também!).  A bola da vez é o retorno aos estudos, aos bancos escolares, à vida acadêmica depois de tanto tempo afastada da ‘universitas’.  O que faz uma pessoa, com a vida profissional já mais ou menos definida (apesar de pouco lucrativa, devo acrescentar), aos 40 anos, com três filhos pequenos para cuidar, fazer vestibular novamente e querer cursar uma faculdade?  Simples, colega, a vida é muito curta e pedras que rolam não criam limo! Vontade de viver, de aprender, de renovar as ideias, de explorar novas possiblidades e principalmente um profundo desejo de usar meu saber, minhas experiências, vivências e conhecimentos para fazer alguma diferença no mundo, ajudar os outros!!  
 Ouvi muitos comentários do tipo “você é maluca”, ou “vai ser muito difícil, você não vai conseguir conciliar tudo”, ou ainda “será que você não vai se sentir um peixe fora d’água”? Mas a minha vontade de estudar me deu forças, assim como o maridão (apoiador incondicional, minha âncora, meu porto seguro!), e enfrentar o vestibular não foi tão difícil quanto eu pensava, apesar de ter quase morrido de ansiedade (um mal que me acompanha desde sempre, é verdade) esperando o resultado... Mas não é que deu certo?
E cá estou eu, caloura novamente! E muito feliz, às vezes cansada, um pouco assustada com a quantidade de material para ler, estudar, assuntos a discutir, coisas pra pesquisar... Mas amando cada minuto, reencontrando com um prazer muito grande os filósofos, os livros, as bibliotecas e bibliografias, descobrindo MUITOS novos horizontes, fazendo novos e grandes amigos (que espero levar comigo ao longo da vida!), me renovando  e aguçando a curiosidade a cada dia que passa... Fome de aprender, de saber mais, de pensar e repensar sobre a origem do conhecimento,  sobre como e porque pensamos, agimos, desejamos e aprendemos. E também porque somos contraditórios, confusos, complicados, ansiosos, loucos...
Tomo para mim a cada dia a máxima socrática, “Sei que nada sei, para lembrar-me que a busca do conhecimento é como o universo, ou como aquele filme que via quando piá, uma “História Sem Fim”. Mas nem por isso cansativa ou boring ou repetitiva: sempre haverá algo novo para aprender, principalmente se quisermos conhecer as profundezas do ser humano.
E com muita garra vou seguindo em frente, pois como bem dizia um rockinho do meu tempo, “só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder”!!
Trilha sonora deste post: Titãs, “Go Back”, gravado originalmente no LP (sim, do tempo do bolachão)  de 1984. Para curtir um pouco do que esses caras estão fazendo hoje em dia, clique no link!